• José Pedro Vianna

JOSÉ PEDRO DESTACA A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA NA VIDA DAS PESSOAS


O administrador do escritório Agrifoglio Vianna Advogados Associados e especialista em Comunicação Não Violenta, José Pedro Vianna, participou da estreia do programa Papo Direto da Fonte, que aconteceu na página do LifeLab Hub no Instagram. José Pedro dialogou com Marcos a respeito do entendimento conceitual e prático da metodologia CNV, que é voltada para o desenvolvimento pessoal.

José Pedro iniciou sua explanação explicando que a CNV pede que as pessoas substituam a comunicação crítica pela autêntica, o que possibilitará que cada um possa explorar a própria vulnerabilidade: “e isso significa ter coragem, pois é muito mais difícil você falar do medo que de fato está sentindo do que olhar para alguém e dizer no que aquela pessoa fez de errado, e não o que você sente com a atitude dela”.

O fato, as emoções, as necessidades e o pedido constituem as quatro etapas da Comunicação Não Violenta. A CNV tem como principal influência a abordagem centrada na pessoa, que foi proposta pelo psicólogo humanista Carl Rogers e influenciou o também psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg, que foi quem sistematizou o conceito de Comunicação Não Violenta. “Temos uma probabilidade muito maior de conexão e empatia com o próximo através da linguagem empática que propõe a CNV”, comentou José Pedro.

Durante a live, ele esclareceu que Marshall sempre considerou a CNV um estudo e não uma ciência: “como exemplo posso salientar que se alguém falar de acordo com os quatro passos da CNV ela não necessariamente obterá aquilo que almeja. Um dos objetivos desse método de comunicação é gerar empatia. Porém, essa não á a única forma de conduzir uma comunicação para um espaço empático. Muitas vezes a empatia acontece mesmo quando duas pessoas não falam nem a mesma língua. Um gesto, um sorriso, um abraço podem gerar tanta empatia quanto um diálogo não-violento”.

De acordo com José Pedro a forma como nos comunicamos usualmente, em função da não responsabilização por nossas emoções, tende a gerar resistência da outra pessoa, o que acaba gerando conflitos e acirrando os ânimos mesmo quando a intenção inicial era uma conexão. “Tendemos a rotular as pessoas em nossa maneira corriqueira de nos comunicar e, mesmo o rótulo positivo é violento. Na CNV buscamos visa não entrar nesse confronto de rotular as pessoas, visto que estamos em constante transformação. Ninguém é brabo, as pessoas se sentem brabas. Ninguém é ansioso. Algumas pessoas podem sentir-se perturbadas com algumas atitudes com mais frequência do que outras. Ou seja, as emoções passam por nós, mas não nos definem como seres”, salienta o especialista em CNV.

De acordo com José Pedro é natural que tenhamos a tendência ao julgamento moralizador, visto que essa foi a forma com a qual fomos educados. Nosso sistema cognitivo tende a buscar respostas binárias que rapidamente nos coloquem em um entendimento raso do que é certo ou errado, bom ou mal. E esse mecanismo facilita nossa tomada de decisão imediata: “porém, quando compreendemos que estamos criticando a partir de nosso julgamento, e que esse julgamento não é necessariamente o ideal, podemos recuar e tentar observar o que estamos sentimos em relação àquele fato, e não para o que julgamos dele. Assim nos responsabilizamos pelo que estamos sentindo e temos um maior poder de ingerência sobre nossas reações”. Em sua avaliação, a pergunta: “do que preciso agora?” é uma ótima forma de sairmos do automático reativo: “quando uma emoção forte pegar, pense que ela está trazendo alguma mensagem, de alguma necessidade”.

Em relação aos ambientes de trabalho, principalmente quando em conversas importantes, uma das formas mais eficazes de se buscar conexão é a checagem. “Repetir o que você escutou ou falar o que entendeu da mensagem do colega faz com que o interlocutor perceba que você esteve atento e presente durante a sua fala. É uma forma simples, porém muito eficaz, de se minimizar erros de comunicação e, consequentmente, reduzir o retrabalho”, explicou.

Assista na íntegra ao bate-papo virtual com José Pedro, em que ele faz uma abordagem ampla da CNV clicando aqui.

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José Pedro Vianna

Graduado em Administração de Empresas, José Pedro também possui formação em biopsicologia, yoga e meditação, sendo o fundador de A Escola das Emoções. Ele aplica técnicas de comunicação empática e assertiva em empresas desde que começou com A Escola das Emoções, em 2016 e percebe que as equipes tem um incremento de produtividade depois de conhecerem o bê-a-bá da comunicação não-violenta.